Reunião na Chefia de Polícia discute situação da DPPA de São Leopoldo

Reunião realizada nesta quinta-feira (05), na Chefia de Polícia no Palácio da Polícia, discutiu a situação da DPPA de São Leopoldo. A reunião foi solicitada pela vereadora Iara Cardoso (PDT) a Chefia de Polícia e, além da UGEIRM, contou com a participação de representantes da Prefeitura, do Ministério Público de São Leopoldo e da OAB/RS.

Apesar da situação extremamente perigosa enfrentada pelos(as) policiais lotados(as) em São Leopoldo, a reunião apresentou poucos avanços. A Chefia de Polícia alegou que a solução para os problemas da DPPA ultrapassam a sua competência, passando pela SUSEPE, pelo judiciário e por outras instâncias do Executivo. A UGEIRM já expressou a sua posição por várias vezes: a Delegacia não possui a mínima condição de funcionamento, devendo ser imediatamente interditada.

Para o diretor do sindicato, Pablo Mesquita, que estava presente na reunião, “a manutenção da DPPA aberta, é uma completa irresponsabilidade. O que está em jogo, é a integridade física dos(as) Agentes e da população. Trabalhar em uma DPPA com sua carceragem superlotada, com paredes com risco de desabamento, sem liberação do Corpo de Bombeiros e com esgoto transbordando em dias de chuva deveria ser proibido pela própria Chefia de Polícia. Por isso, a UGEIRM insiste que a Delegacia de São Leopoldo deve ser interditada”.

Situação calamitosa já se arrasta por muitos anos

A UGEIRM vem denunciando a total falta de condições de funcionamento da DPPA de São Leopoldo há muito tempo. A situação das suas carceragens, constantemente superlotadas e com presos que permanecem em suas dependências durante semanas, é apenas um dos problemas que tornam o trabalho dos policiais civis uma atividade de grande risco. Fugas de presos, condições sanitárias deploráveis e uma tensão permanente, afetam a saúde dos(as) Agentes e deveriam ser motivos mais do que suficiente para a sua interdição.

Após várias tentativas de solução com o governo do estado, denúncias à prefeitura e ao Corpo de Bombeiros, em maio desse ano a UGEIRM protocolou, no Ministério Público gaúcho, uma denúncia pedindo a interdição da DPPA de São Leopoldo. A denúncia levanta a situação precária do prédio onde funciona a delegacia, citando as condições sanitárias que expõe os(as) policiais a um iminente risco de contrair doenças infecto-contagiosas, a falta de alvará sanitário e a inexistência de PPCI (Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios).

A denúncia foi feita após uma série de vistorias realizadas pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Vigilância Sanitária, atendendo solicitação da UGEIRM. Os órgãos foram unânimes em apontar uma série de irregularidades que justificam a interdição do prédio, por total falta de condições de funcionamento e pelo riscos que representam à saúde e à integridade física dos policiais e da população que utiliza os serviços da polícia no município.

O diretor da UGEIRM, Pablo Mesquita, afirma que a UGEIRM não abre mão de cumprir seu dever. “Continuaremos denunciando e cobrando das autoridades a garantia da integridade física dos policiais civis. Já pedimos providências ao Ministério Público em relação à DPPA de São Leopoldo e estamos encaminhando denúncias das condições das DPPAs de outras cidades. Infelizmente, em quatro anos, o Executivo não conseguiu solucionar esse problema. Nossa única alternativa é recorrer ao Ministério Público e ao Judiciário.”, encerra Pablo Mesquita.

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