O AMBIENTE INTRAINSTITUCIONAL AUTOFÁGICO NAS POLÍCIAS CIVIS DO BRASIL

Os delegados seguem insistindo na “esquizofrenia institucional” e, assim, PROMOVENDO ainda mais o “APARTHEID” interno nas Polícias Civis.

A “síndrome da Toga Curta” vem sendo chamado como o comportamento equivocado dos delegados de Polícia Civil, criando um fenômeno social no ambiente das relações interpessoais nas Polícias Civis, ou seja, promovendo um ambiente hostil interno, entre os Cargos de Nível Superior e igual importância na atividade fim (Investigação Criminal e Inteligência Policial). Isso tem influenciando diretamente na baixa produtividade, tudo devido a esse comportamento equivocado dos delegados, insistindo em PRIVILEGIAR a Carreira Jurídica, ao mesmo tempo que DESPREZA a Carreira Policial. A consequência disso é a AUTOFAGIA organizacional que, a cada dia, causa o ENFRAQUECIMENTO INSTITUCIONAL da Policial Civil.

Segue aqui a prova de tudo que foi exposto acima sobre o “apartheid” intrainstitucional. Observem, abaixo, o que diz a Resolução 02/2018 do CONCPC (Conselho Nacional dos delegados chefes das Polícias Civis):

Artigo 3º “O documento de identidade funcional poderá ser inserido em um porta-documento funcional, confeccionado em couro, que será na ‘COR VERMELHA para os DELEGADOS’ de polícia e na ‘COR PRETA para os POLICIAIS CIVIS’:”

Como vimos, a partir dessa Resolução do CONCPC, os próprios delegados NÃO SE CONSIDERAM Policiais Civis, ou seja, se autointitulam outra categoria diversa da Carreira Polícia Civil, ou seja, uma verdadeira “Esquizofrenia Intrainstitucional”.

Ora, do fato dos delegados NÃO se acharem profissionais da Carreira Policial”, mas da “Carreira Jurídica”, surgiu o fenômeno social denominado de “Síndrome da Toga Curta”, o que vem promovendo animosidades e desmotivação no ambiente interno das Polícias Civis. A causa está na sanha do poder pelo poder dos delegados e, mais, a busca desses profissionais pela paridade salarial com Juízes e Promotores. Acontece que tudo isso tem trazido sérias consequências para o ambiente interno das Polícias Civis do Brasil.

Observem que até, a cor da Carteira Funcional será DIFERENCIADA, uma verdadeira DIVISÃO intrainstucional, este fenômeno do “aparthaid” no ambiente interno das Polícias Civis vem influenciando diretamente na baixa produtividade e no fator motivacional dos demais Cargos das PCs, estes também de nível superior e de igual importância na atividade fim.

Infelizmente, nenhuma organização no mundo pode se sustentar em ambiente onde trabalhadores com o mesmo nível de escolaridade (Nível Superior) e igual importância na atividade-fim são tratados com segregação, tamanhas são as diferenças de tratamento, ou melhor, uma relação intrainstitucional do “apartheid”, uma ORGANIZAÇÃO DIVIDIDA, onde se mantém uma espécie de sistema de castas (Superior e Inferior), um verdadeiro antagonismo intrainstitucional. As relações interpessoais beiram a escravidão, que nos remonta os tempos cruéis da “Casa Grande e Senzala”, uma cultura corporativa perversa e excludente, que se nutre pelo tratamento discriminatório.

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