Governo Sartori/MDB faz política com pagamento de ajuda de custo de policiais

Desde 2014, o governo do estado vem deixando de pagar a ajuda de custo aos Policiais Civis nomeados. Este benefício deveria ser pago antecipadamente aos servidores lotados em regiões diferentes da sua origem. Os valores visam cobrir custos de viagens, novas instalações, transferência, entre outros. A UGEIRM, inclusive, já ajuizou ação buscando o pagamento dos valores devidos a esses policiais. Nesta semana, o sindicato recebeu a informação de que o governo pretende pagar os valores devidos aos formados a partir de 2016. Desconsiderando os valores devidos à turma de 2014.

Ao receber essa informação, a direção do sindicato e seu departamento jurídico foram em busca de maiores informações, que justificassem essa postura do governo do estado. A informação obtida, foi de que, realmente, há determinação da Direção Geral para pagamento do direito à ajuda de custo somente aos Policiais Civis nomeados nos anos de 2016 e 2017. Quanto aos policiais formados em 2014, a informação é de que continuam sem previsão de pagamento.

A direção do sindicato também entrou em contato com a Chefia de Polícia, que se comprometeu a apurar os motivos pelos quais foram negados os pagamentos aos policiais formados em 2014. A única informação obtida, até agora, quanto aos motivos do não pagamento à referida turma, foi de que a ordem veio diretamente da Secretaria de Fazenda.

Essa atitude demonstra, mais uma vez, o total desrespeito do governo Sartori/MDB com os policiais civis. A única explicação possível, é que o governo quis jogar a responsabilidade, pelo pagamento, para o governo anterior. Mesmo em final de mandato, Sartori insiste em jogar suas responsabilidades para o passado. O que o governador não entende, é que a relação dos policiais civis é com o Estado e não com algum governo específico. O pagamento da ajuda de custo é um direito dos policiais e uma responsabilidade do governo, independente do partido que esteja ocupando o Palácio Piratini.

A UGEIRM continuará cobrando, por todos os meios, que o governo cumpra com a sua obrigação. A ação que visa o pagamento da ajuda de custo continua aguardando sentença do judiciário. O departamento jurídico do sindicato está avaliando a possibilidade de juntar ao processo a informação do pagamento das turmas a partir de 2016, como uma forma de provar que o governo possui condições para pagamento da turma de 2014 e só não o faz por motivações políticas.

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