Caos na segurança pública exige diálogo com quem entende do assunto

Cinco dias após a divulgação da informação de que uma facção criminosa planejava matar o Juiz Felipe Keunecke de Oliveira, novamente um representante da lei se vê em situação de risco nas ruas da capital gaúcha.
Na manhã desta terça-feira (16), um policial militar fardado foi rendido por quatro homens tendo sua arma e celular roubados em uma parada de ônibus no bairro Mário Quintana.O magistrado teve ameaçada a sua segurança por integrantes de facções criminosas de Porto Alegre, motivadas pela investigação que vinha sendo conduzida pelo mesmo, onde eram investigados mais de 60 casos de homicídio envolvendo chefes de facções gaúchas. O objetivo era assassinar o Juiz em um clube social ou durante um jogo na Arena do Grêmio. Os criminosos tiveram acesso às informações pessoais de Keunecke através do vazamento de dados sigilosos por três advogados responsáveis inicialmente pela defesa dos líderes da facção.
O Sinpol RS não pode deixar de se manifestar a respeito deste assunto que há tantos anos vem sendo pauta de reivindicação da entidade, o caos na segurança pública.
Ao contrário do juiz, em que foi reforçada a segurança, ao policial nem mesmo quando este presta depoimento é oferecido resguardo sobre sua identidade ou informações pessoais, há casos em que o policial civil é intimado em sua residência, por Oficial de Justiça, colocando em risco a sua vida e de seus familiares.
Segurança pública se faz através do diálogo com quem entende do tema, o que o governo do estado nunca esteve disposto a manter.
Os policiais civis possuem entidades representativas formadas por profissionais capacitados a dialogar sobre o assunto, entidades estas que enviam todos os anos diversos ofícios aos gabinetes dos governantes, solicitando encontros para discussão sobre o tema e, também, em relação a manutenção dos direitos e garantias de sua categoria, recebendo sucessivas negativas.
“No próximo dia 28, a sociedade gaúcha ira às urnas para escolher aquele que vai governar o Estado pelos próximos quatro anos. Esperamos que o eleito construa uma política de segurança pública que atenda ao clamor da sociedade, buscando o diálogo com aqueles que conhecem por dentro o caos pelo qual passa a segurança pública em nosso estado.” Emerson Ayres, Presidente do Sinpol RS.

Deixe uma resposta