Apesar da eleição, governo Sartori mantém projetos de ataque aos servidores

Os (as) gaúchos (as) estão todos voltados para o segundo turno das eleições para governador e presidente. Enquanto isso, alguns projetos que o governo não conseguiu aprovar durante seu mandato, continuam na pauta da Assembleia Legislativa. Entre eles, estão a autorização para o governo atrasar os salários dos servidores (PEC 257/2016) e a votação em segundo turno do projeto que acaba com a Licença Prêmio dos servidores públicos estaduais.

Provavelmente, esses temas não serão votados até o dia 28 de outubro, quando acontece a votação em segundo turno das eleições. A própria base aliada do governo Sartori/MDB está mais preocupada em conseguir a reeleição do atual governador do que votar qualquer coisa na Assembleia Legislativa. Porém, é fundamental que os (as) policiais mantenham-se atentos e mobilizados. A possibilidade dessas matérias irem à votação logo após o segundo turno, caso Sartori/MDB consiga a reeleição, é muito grande.

Foi com mobilização que os servidores derrotaram várias iniciativas do governo Sartori/MDB

O atual governo do estado foi, provavelmente, um dos piores da história do RS. Os ataques aos serviços públicos foram os mais variados possíveis. Sob o discurso da crise financeira, a educação, a saúde e a segurança pública foram sucateadas implacavelmente. A mobilização dos policiais conseguiu impedir que Sartori/MDB retirasse ainda mais direitos dos (as) policiais. A mobilização e articulação dos servidores públicos conseguiu, por exemplo, que o RS não fizesse a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Mesmo esses dois projetos que ainda estão na pauta da Assembleia Legislativa, só não foram aprovados porque o governo não tinha os votos necessários para isso. Se o governo Sartori/MDB tivesse conseguido aprovar, por exemplo, o RRF, estaríamos com os investimentos em segurança, saúde e educação, congelados por 20 anos.

Implantação da Tabela de Subsídios só não foi cancelada devido à pressão dos policiais civis

A própria implantação da Tabela de Subsídios da segurança pública esteve ameaçada pelo governo que, logo ao assumir, responsabilizou os reajustes da segurança pública pela crise financeira do estado. Seu objetivo de adiar os reajustes só não aconteceu pela forte reação dos(as) policiais civis. A realização das Marchas da Segurança Pública, convocadas pela UGEIRM, e a realização de duas grandes paralisações, conseguiu fazer o governo Sartori recuar no seu intuito. Outro direito que esteve constantemente ameaçado durante o governo Sartori/MDB, foi a integralidade e a paridade da aposentadoria policial. O governo chegou a suspender a concessão das aposentadorias, só voltando atrás após grande reação da categoria. Em audiência na Casa Civil, a direção do sindicato ouviu, textualmente, que o governo era contra a aposentadoria policial.

Policiais precisam estar preparados para novos ataques aos seus direitos

A UGEIRM fez, durante todo o processo eleitoral, o seu papel. Que é apresentar suas propostas a todos os candidatos e cobrar o posicionamento dos mesmos em relação às questões que atingem a categoria. Com o fim das eleições, os (as) policiais precisam estar preparados (as) para impedir a votação dessas duas matérias que ainda estão na pauta da Assembleia Legislativa. Além disso, é fundamental estarmos preparados para dialogar e negociar com próximo governo eleito. Em 2019 não ocorrerão mais os reajustes da Tabela de Subsídios, será necessária uma grande mobilização e muita negociação para garantir, no mínimo, a reposição da inflação. Outros temas, como a aposentadoria policial, o pagamento em dia dos salários, a publicação das Promoções, a permanência de presos nas delegacias e a reposição de pessoal na Polícia Civil, terão que ser enfrentadas pelo novo governo. E os policiais terão que estar preparados para cobrar do próximo governador o atendimento das nossas reivindicações.

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