FALTA DE INVESTIMENTO AGRAVA SITUAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL NO PARANÁ.

A Diretoria do Sinclapol-PR voltou a focalizar a grave situação vivida pelos policiais civis, no Paraná com o desvio de função e a falta de efetivo desses servidores. O problema já se arrasta há alguns anos. Ao contrário do que vem sendo ventilado pela mídia, o trabalho com manuseio de presos, no Paraná, é realizado por investigadores e não por delegados. O desvio de função, impondo aos policiais civis o cuidado com os presos vem desgastando gradativamente os servidores. O stress já começa com os plantões nas delegacias aumentando o risco destes profissionais.

Os constantes apelos de instituições como o Sinclapol-PR  bate de frente com o descaso do governo estadual com a falta de investimentos na segurança pública.

Hoje, a Polícia Civil do Paraná conta com o mesmo efetivo que possuía em 1982. As carceragens nas delegacias apresentam condições degradantes e são comparadas as masmorras medievais atingindo, inclusive, a saúde dos policiais em serviço.

Crime Organizado

A falta de segurança no Paraná e consequentemente no Brasil se tornou um problema crônico chegando a ser mais grave do que a saúde pública e a educação.

O vice-presidente do Sinclapol-PR, Fabio Rossi Barddal Drummond, lembra que quanto mais o Estado restringe o orçamento, mais fortalece o crime organizado. “É explícito o descaso do Estado para com a segurança pública, principalmente em relação à Polícia Civil. “Atualmente temos 512 delegacias no estado do Paraná e menos de 670 escrivães na ativa. O problema maior é com a falta de escrivães. “Cada delegacia precisaria, no mínimo, 04 escrivães,” diz Drummond.

“O quadro oficial da Polícia Civil é pouco mais de 7 mil homens, mas hoje, temos 4.200 homens, então existe um déficit de 3 mil homens. Uma estimativa do século passado”,avalia.

Há seis anos no poder, o atual governo paranaense continua com as mesmas promessas. Uma delas, foi a construção de presídios, que não foi cumprida, até agora.

Riscos nas Delegacias

Drummond lembra “que a população atendida nas delegacias também corre risco. A qualquer momento pode haver uma tentativa de fuga e os cidadãos que estão lá para registrar uma ocorrência também põe sua segurança em risco. Um terço dos presos no Estado está em delegacias, cerca de 10.000”.

Falta de Escrivães

A situação dos policiais em delegacias ainda é mais grave no interior do Paraná. A falta de efetivo faz com que os policiais trabalhem mais do que 40 horas por semana. “Os escrivães estão eternamente de plantão”, pois a carência de profissionais é uma coisa absurda,” diz Drummond.

Há algum tempo o Sinclapol-PR vem reivindicando concurso para escrivães, mas a falta de investimentos e o acordo firmado com o governo federal, suspendendo a realização de concursos agravou ainda mais a falta de efetivo de policiais.

“Temos que cobrar bem mais do governo e não aceitar nenhum tipo de contingenciamento, principalmente para segurança pública”, diz o vice-presidente do Sinclapol-PR.

GUTIERREZ ASSUME A COBRAPOL.

A partir de primeiro de agosto, o presidente do Sinclapol/PR, André Luiz Gutierrez irá assumir, interinamente, a presidência da Cobrapol – Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis. Gutierrez irá substituir o presidente, Janio Bosco Gandra, que está participando do Encontro Internacional de Entidades Nacionais dos Policiais dos Países de Língua Portuguesa – OIP e continuará na Europa em férias.

Na ausência de Gutierrez, estará assumindo a presidência do Sinclapol/PR, o atual vice-presidente, Fabio Rossi Barddal Drummond.

Forças Policiais Debatem os Impactos da PEC/287

Reunidos na Policia Federal, na cidade de Foz do Iguaçu, no último dia 05 de julho, representantes de diversas Forças Policiais debateram os impactos negativos da proposta da Reforma da Previdência (PEC 287/16) com os agentes de segurança e o público em geral.

O Sinclapol – Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná se fez presente na pessoa de seu presidente, André Gutierrez e Diretores. Gutierrez manifestou, mais uma vez, sua opinião e consequente posicionamento do Sinclapol e seus diretores.

PEC da Maldade

Na opinião do presidente do Sindicato, “a inconstitucionalidade da PEC 287/16, representa o maior ataque aos Direitos Sociais da História do Brasil e uma ameaça concreta contra os Direitos das Forças de Segurança Civis do Brasil.”

Para o presidente do Sinclapol, a PEC 287/16, também chamada PEC da Maldade, “promove profundo retrocesso da seguridade social, vilipendiando os direitos não só dos policiais, mas da própria dignidade da pessoa humana.”

O evento reuniu policiais rodoviários federais, policiais federais, policiais civis, guardas municipais e agentes penitenciários que atuam em Foz e municípios vizinhos.